Ao entrar na faculdade uns dos meus objetivos eram: fazer intercâmbio. Queria ir para a Austrália, mas a minha universidade ainda não tinha convênio com nenhuma outra de lá. Então decidi que queria ir para a Inglaterra, deixando então meu sonho de conhecer a Terra dos Cangurus para alguma viagem posterior.
Só que no entanto os planos de Deus para mim foram outros.
Em julho durante o Congresso Missionar, na minha igreja, uma voz falou muito forte em meu coração. De alguma forma eu sabia que era Deus e o que queria de mim, assim como a ovelha reconhece a voz do seu pastor, eu podia reconhecer a voz de Deus. A voz era clara e dizia:
“Vanessa, você não vai para a Inglaterra agora. Você vai para a Austrália. E pode começar arrumar suas coisas. Não dorme no ponto.”
Aquelas palavras queimavam meu coração. E conforme elas eu agi.
Na segunda-feira fui direto na direção do meu curso, lá as palavras foram as mesmas do começo do ano, de novo. Corri então para o núcleo de Intercâmbio e para a minha surpresa eles me disseram que recentemente eles tinham conseguido um convênio com a ACU – Australian Catholic University – e eu era a primeira a me candidatar? A primeira porta que se abriu. Legal, não?
Mas esse foi só o começo. Meu titulo eleitoral e meu passaporte eu consegui rapidinho, o problema mesmo foi o tal do TOEFL. Eu não passei na prova! E esse era um dos requisitos para que a ACU e a PUC me aprovassem. Eu fiquei extremamente triste, pois jurava ter ouvido a direção de Deus. Eu cheguei até pensar: “Deus, porque o Senhor brincou comigo?”. Claro que me arrependi depois, pois não devia ter duvidado do amor e da justiça de DeuS, em hipótese alguma. Tinha duvidado como os discípulos fizeram naquela tempestade no mar da Galileia.
De qualquer modo eu queria ir. Então eu decidi ir por conta, nem que fosse para fazer um mero cursinho de inglês lá. Meus pais não deixaram. Tudo foi se fechando e eu fui me conformando. Passei então a projetar meu futuro aqui no Brasil, fui pintar meu apartamento, fazer novos planos, etc…
Até que numa sexta-feira, no final da aula de Teoria do Design, o Núcleo de Intercâmbio da PUC me ligou e disse: “Vanessa, nós falamos de você para a ACU, que você não passou no TOEFL e eles fizeram a seguinte proposta: que você venha 1 mês antes e faça um curso de inglês intensivo na universidade. Você ainda tem interesse em ir?”
Nem preciso contar que nesse momento eu estava gritando em plena sala de aula, né? Liguei quase chorando para os meus pais? Podia ver minha mãe pulando de alegria do outro lado do telefone, só pelo tom de voz dela. Ela dizia: “Agora, sim vejo que esse negócio é de Deus!
Agora começava então a outra parte do negócio: resolver a papelada. Como essa história se desenrolou? Veja no próximo post.